O início do Século XX surgiu como uma revolução na utilização de amoníaco em diversas indústrias, tais como têxtil, de fertilizantes, de frio entre outras. Apesar do impacto negativo que tem no ambiente e saúde, continua a ser utilizado devido ao baixo custo da matéria prima. O problema acontece desde o ínicio no que diz respeito à segurança pessoal da utilização deste composto. Sendo este um gás incolor, irritante, inflamável, tóxico e corrosivo, a sua produção causa diversos efeitos nocivos para o homem devido à sua exposição direta com o amoníaco.
Com odor característico e sufocante, muito solúvel na água. Reage também com a libertação de gases tóxicos e é explosivo em contacto com hipoclorito (“lixívia”). Não pode estar exposto a fontes de calor e luz solar direta e caso exposto a fonte de calor liberta vapores tóxicos. São diversas as aplicações do amoníaco:
❏ Utilização doméstica (pequenas quantidades): produtos de limpeza devido ao eficaz poder de agarrar a sujidade e de separação de gorduras;❏ Indústria química: síntese de uréia (por exemplo: agropecuária/agricultura - alimentação de gado, produção de fertilizantes agrícolas) e produção de ácido nítrico (fabricação de explosivos, corantes, fibras sintéticas - nylon e sedas artificiais);❏ Indústrias do frio, papel e alimentar: fluído refrigerante (quanto ao uso do amoníaco em refrigeração, no que respeita à segurança, limita-se exclusivamente a grandes fábricas que necessitam do uso deste composto);❏ Indústria metalúrgica: atmosferas de tratamento térmico;❏ Indústria têxtil: usado como dissolvente (limpeza);❏ Indústria petroquímica: neutralização de petróleo bruto (separação de resíduos). |
O amoníaco tem propriedades prejudiciais para a saúde. A gravidade das lesões
provocadas derivam da sua concentração e tempo de exposição, os seus efeitos vão de irritações leves, a severas lesões corporais e morte.
A respiração de gás que tenha amoníaco pode causar:
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Aumento da pressão sanguínea, irritação da pele, dos olhos e das vias respiratórias, tosse, e dor pulmonar;
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A sua inalação pode causar dificuldades respiratórias, queimadura da mucosa nasal, faringe e laringe, e edema pulmonar;
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Quando em contacto com a pele, causa dor, eritema (coloração avermelhada da pele provocada por vasodilatação capilar - sinal de inflamação). Em altas concentrações pode haver queimaduras profundas. Em contacto com os olhos em baixa concentração origina irritação ocular e lacrimejar dos olhos. Quando em concentrações mais altas, pode causar conjuntivite (inflamação da conjuntiva ocular), erosão da córnea (parte anterior transparente protetora do olho) e cegueira temporária ou permanente;
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Podem também surgir reações tardias, como cataratas, atrofia da retina e fibrose pulmonar (substituição do tecido pulmonar por um tecido cicatricial);
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A ingestão causa náuseas, vómitos e inchaço nos lábios, boca e laringe.
Embora a produção industrial de amoníaco constitua por si só perigo para a saúde e para o ambiente, a sua utilização não deixa de ser importante no mercado mundial. É de única responsabilidade das indústrias promoverem formas de produção mais controladas e seguras, não só para a saúde ambiental como para quem manuseia de forma direta com o produto.
Avaliar previamente os riscos aos quais poderá estar exposto é o primeiro passo para trabalhar em condições de segurança.
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