As ondas de calor são cada vez mais frequentes em Portugal e representam um risco real para a saúde e segurança dos trabalhadores. Em resposta, a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) emite recomendações que visam reduzir a exposição ao calor e prevenir situações como exaustão térmica, desidratação e golpes de calor.
Cumprir estas orientações não é apenas uma questão de conformidade legal, mas também de responsabilidade social e de prevenção de acidentes de trabalho.
1. Avaliar o risco térmico no local de trabalho
O primeiro passo é identificar o nível de exposição ao calor.
As empresas devem avaliar:
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Temperatura ambiente e humidade
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Exposição direta ao sol (trabalho exterior)
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Fontes internas de calor (máquinas, fornos, equipamentos)
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Esforço físico exigido pelas tarefas
Esta avaliação permite ajustar horários, pausas e medidas de proteção.
2. Ajustar horários de trabalho 
Uma das recomendações mais eficazes é reorganizar o horário laboral.
Boas práticas incluem:
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Iniciar o trabalho mais cedo
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Evitar atividades pesadas entre as 11h e as 17h
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Reduzir ou suspender tarefas ao ar livre nas horas de maior calor
Este ajuste simples pode reduzir significativamente o risco de incidentes.
3. Garantir hidratação contínua
A hidratação é uma das medidas mais importantes.
As empresas devem:
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Disponibilizar água fresca e acessível em permanência
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Incentivar a ingestão regular de líquidos (mesmo sem sede)
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Evitar bebidas alcoólicas ou com excesso de cafeína durante o trabalho
Em ambientes de calor extremo, pequenas pausas para hidratação devem ser frequentes.
4. Criar zonas de descanso e sombra
Sempre que possível, deve existir um espaço protegido do calor.
Essas zonas devem:
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Ser frescas e ventiladas ou climatizadas
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Estar próximas dos postos de trabalho
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Permitir recuperação térmica durante as pausas
No trabalho exterior, podem ser usados toldos, tendas ou estruturas temporárias de sombra.
5. Adaptar o vestuário e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
O vestuário pode influenciar diretamente o conforto térmico.
As empresas devem:
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Fornecer EPIs leves e adequados ao calor (sem comprometer a segurança)
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Permitir roupas respiráveis quando possível
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Garantir que os trabalhadores não estão excessivamente protegidos de forma a aumentar o risco de sobreaquecimento
6. Formar e sensibilizar os trabalhadores
A prevenção depende muito do conhecimento.
É importante informar sobre:
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Sinais de alerta de exaustão térmica (tonturas, náuseas, fadiga extrema)
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Importância da hidratação
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Procedimentos em caso de emergência
A formação deve ser simples, prática e regular, especialmente antes do verão.
7. Monitorizar sintomas e agir rapidamente
Os supervisores devem estar atentos a sinais de risco.
Em caso de sintomas como confusão, pele muito quente ou desmaio:
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Parar imediatamente a atividade
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Levar a pessoa para um local fresco
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Arrefecer o corpo e chamar assistência médica se necessário
A resposta rápida pode evitar situações graves.
8. Rever procedimentos em dias de alerta meteorológico
Em dias de alerta de calor extremo, as empresas devem ser mais rigorosas:
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Reduzir carga de trabalho
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Aumentar pausas
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Reforçar equipas em atividades críticas
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Considerar a suspensão de tarefas exteriores de risco elevado






