Atualmente, agricultura é o emprego mais frequente mundialmente, apesar de ser uma das atividades profissionais mais perigosas (mais acidentes de trabalho e mais doenças profissionais).
Cada vez existe maior competição internacional na produção agrícola (principalmente de trigo e arroz) não investindo assim na Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (SHST), nem dando valor a esta área importante. A legislação não considera a profissão de agricultor de elevado risco e maioritariamente a empresa não possui mais de dez trabalhadores, não estando assim obrigada a adotar estes serviços nem Medicina no Trabalho.
Para o aumento da produtividade, cada vez alargam o uso de pesticidas, o que origina uma grande quantidade de intoxicações. O contacto humano com os pesticidas pode ocorrer por via cutânea, respiratório ou oral (através dos alimentos, por exemplo).
Ao longo dos anos, tem vindo a estudar-se o efeito dos pesticidas e a reprodução. Já se realizaram vários estudos, mas ainda não há nada consensual. Verificaram que pessoas expostas a estes produtos têm maior dificuldade a engravidar e o risco de aborto é maior em grávidas expostas. Analisaram também que o feto é mais suscetível a danos do que o organismo adulto.
São muitos os acidentes de trabalho existentes na agricultura. Várias são as razões: mais horas de trabalho (maior fadiga e stress), desrespeitam a legislação e permitem o trabalho a menores e não cumprem com a idade de aposentação (sendo os idosos mais suscetíveis de doenças fatais, ficando depois a realizar tarefas os empregados que são menos experientes). Os acidentes de exploração agrícola estão relacionados com os tratores (capotamento, atropelamento e colisões) e outras máquinas agrícolas e situações relacionadas com os animais e quedas.
São vários os problemas/riscos associados à profissão mencionada:
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Lesões músculo-esqueléticas devido ao manuseamento de cargas, quedas, entre outras;
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Risco de Incêndio devido aos vários equipamentos elétricos utilizados, combustíveis acumulados e produtos químicos inflamáveis;
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Exposição a radiações Ultravioleta, Visível e Infravermelhos;
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Exposição a temperaturas extremas (principalmente no Verão em dias de muito calor);
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Doenças respiratórias e imunoalérgicas devido à exposição a poeiras orgânicas e inorgânicas. Os principais agressores respiratórios são os bioaerossóis;
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Doença oncológica devido à exposição a organofosforados, fertilizados, solventes, combustíveis, poeiras e radiações.







