MEDIDAS DE CONTINGÊNCIA NA ÁREA DA RESTAURAÇÃO

Face à pandemia que atualmente vivemos, decorrente da infeção pelo novo Coronavírus (SARS-CoV-2), que pode evoluir para a COVID19, a Direção Geral de Saúde tem vindo a desenvolver e atualizar um conjunto de medidas de Saúde Pública.

Com base no conhecimento atual, sabe-se que a probabilidade de transmissão do COVID-19 é mais alta quando existe contato próximo (menos de 2 metros) com uma pessoa infetada. Esta transmissão pode ser feita através do contato direto (gotículas que uma pessoa infetada transmite pela boca ou nariz quando fala, tosse ou espirra (e não utiliza as regras de etiqueta respiratória) podendo estas entrar diretamente para a boca ou nariz de uma pessoa que está muito próxima) ou indireto mãos, que tocam nas superfícies contaminadas com as gotículas expelidas pelas pessoas infetadas e que depois são levadas à cara, à boca ou ao nariz inadvertidamente, sem termos feito a higiene das mãos) e o risco é tanto maior quanto mais tempo de contacto e proximidade as pessoas tiverem.

Assim sendo, todos os estabelecimentos devem assegurar que todas os trabalhadores e clientes estão sensibilizadas para o cumprimento das regras de etiqueta respiratória, da lavagem correta das mãos, assim como as outras medidas de higienização e controlo ambiental, colocando para isso, por exemplo, folhetos informativos no local.

Ora sendo os estabelecimentos da área da restauração, estabelecimentos com atendimento ao público, é também fundamental:

  • Elaboração do seu plano de contingência para COVID-19, de acordo com a orientação 006/2020 da Direção Geral da Saúde e atuar em conformidade;

  • Estabelecer medidas que assegurem distância entre pessoas nas instalações:

  • Garantir que o local destinado à espera dos utilizadores comporte apenas 1/3 da sua capacidade normal;

  • Garantir que o atendimento em balcão se faz com a distância apropriada (pelo menos 1 metro, idealmente 2) garantindo sinalização devida - através de marcas e sinalética no chão;

  • Garantir que o atendimento em balcão se faz através de barreiras físicas que limitem a proximidade entre os colaboradores e os utentes (ex.: colocação de barreira de acrílico que limite a exposição);

  • Se possível estabelecer, no interior dos estabelecimentos, algumas barreiras físicas que limitem a proximidade entre os colaboradores e os utentes (ex.: colocação de “obstáculos” que evitem uma aproximação excessiva entre indivíduos);

  • Caso seja necessário proceder à entrega direta de materiais ou produtos, o responsável pela entrega deverá evitar, no limite das suas possibilidades, o contacto direto com o utente ou com quaisquer objetos pessoais do mesmo.

  • Rever os protocolos de limpeza e intensificar as rotinas de higienização, incluindo:

  • Desinfetar pelo menos 1x/ por dia, e com recurso a agentes adequados, todas as zonas (ex.: zonas de atendimento, balcões, gabinetes de atendimento, áreas de espera, teclados do computador, casas de banho, telefones, corrimãos, puxadores, etc.).

  • Desinfetar todas as horas, e com recurso a agentes adequados, os equipamentos críticos (tais como locais dispensadores de senhas, terminais multibancos)

  • Colocar solução antisséptica de base alcoólica - SABA – em locais como os dispensadores de senhas, e incentivar o seu uso (através, por exemplo, de pósteres).

  • Identificar pessoas vulneráveis (por exemplo, idosos com mais de 65 anos, grávidas, acompanhantes de criança de colo com idade igual ou inferior a 2 anos) e aplicar a legislação referente ao atendimento prioritário.

Ainda, pensa-se que o este vírus possa permanecer nas superfícies durante pelo menos 48 horas, significando que se não houver uma limpeza e desinfeção adequada e mais frequente das superfícies, estas podem tornar-se em reservatórios de vírus e de outros microrganismos.

As superfícies com maior risco de transmissão são as de toque frequente, manipuladas ou tocadas, por muitas pessoas, e com muita frequência ao longo do dia (maçanetas de portas, interruptores de luz, telefones, tablets e teclados de computadores principalmente quando usados por várias pessoas, torneiras de lavatórios, manípulos de autoclismos, mesas, bancadas, cadeiras, dinheiro, entre outros. As áreas ou superfícies que poderão ser de maior risco para a transmissão entre pessoas nos estabelecimentos de restauração incluem:

  • Áreas de isolamento em estabelecimentos públicos

  • Superfícies como mesas, tabuleiros, bancadas, cadeiras

  • Áreas de confeção de alimentos

  • Instalações sanitárias públicas

No que diz respeito à limpeza e higienização dos espaços:

  • Cada estabelecimento deve elaborar um plano de limpeza e higienização das instalações que deve estar afixado em local visível, com a identificação das pessoas responsáveis e a frequência com que é realizada;

  • A frequência de limpeza deve ser aumentada;

  • Os profissionais de limpeza devem conhecer bem os produtos a utilizar (detergentes e desinfetantes) bem como as precauções a ter com o seu manuseamento, diluição e aplicação em condições de segurança.

TÉCNICA DE LIMPEZA

Os estabelecimentos devem assegurar que a limpeza respeita a seguinte técnica:

                - A limpeza deve ser sempre húmida - não usar aspiradores a seco em zonas públicas, salvo se forem aspiradores com tanque de água que recolhe a sujidade na água; este depósito deve ser despejado e lavado entre cada uma das áreas a aspirar;

                - Deve ser realizada sempre no sentido de cima para baixo, das áreas mais limpas, para as mais sujas:

  1. Paredes e teto (se aplicável)

  2. Superfícies acima do chão (bancadas, mesas, cadeiras, outros);

                               iii. Equipamentos existentes nas áreas;

  1. Instalações sanitárias;

  2. Chão – é o último a limpar.

MATERIAIS DE LIMPEZA

  • Devem existir materiais de limpeza distintos (de uso exclusivo) de acordo com o nível de risco das áreas a limpar;

  • Os panos de limpeza devem ser, preferencialmente, de uso único e descartáveis, diferenciados por um código de cores, para cada uma das áreas, de acordo com o nível de risco.

  • A limpeza de superfícies de toque frequente pode ser realizada com detergente de base desinfetante, para conseguir um procedimento mais rápido, isto é, um produto que contém na sua composição, detergente e desinfetante em simultâneo (2 em 1), compatíveis. Podem ter várias apresentações: líquida, gel, espuma ou spray (Não usar produtos em spray nas áreas de exposição e venda de alimentos já confecionados)

  • A frequência de limpeza das superfícies de toque frequente deve ser no mínimo 6 vezes ao dia (pode ser necessário aumentar essa frequência);

  • Nas áreas de restauração/cafés, esta limpeza rápida deve ser feita quando sai um cliente e entra outro para a mesma mesa. Os puxadores de portas devem ser limpos com mais frequência (cerca de 1 vez por hora);

  • Chão: lavar com água quente e detergente comum, seguido da desinfeção com solução de lixívia diluída em água (frequência de limpeza no mínimo 2 vezes ao dia)

  • Instalações sanitárias (casas de banho): A frequência de limpeza do chão deve ser no mínimo, 3 vezes ao dia;

  • Os detergentes a usar são os comuns ou de uso doméstico; os desinfetantes mais utilizados são: a vulgar lixívia com pelo menos 5% de cloro livre na forma original e o álcool a 70%; podem ser ainda utilizados produtos de desinfeção rápida sob a forma de toalhetes humedecidos no desinfetante e fornecidos em dispensador próprio (facilitando tirar 1 a 1 sem os contaminar).

Pela sua saúde, pela nossa saúde, pela saúde mundial.

Vamos respeitar as indicações da DGS e a SEA Soluções está disponível para alertar e informar sempre que necessário.

 

Maria Areias
 Técnica Sup. HST e HACCP
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