COVID-19 E ORIENTAÇÕES NA ÁREA ALIMENTAR

A segurança alimentar depende de atividades que garantam o cumprimento dos requisitos de boas práticas de higiene e que não afetem a qualidade nutricional dos alimentos.

No âmbito da pandemia por COVID-19, os colaboradores do setor alimentar não têm a oportunidade de trabalhar em casa e garantir o distanciamento físico, mas é fundamental que continuem a trabalhar nas diferentes etapas da cadeia alimentar para que as pessoas tenham acesso aos diferentes géneros alimentícios e possam sobreviver à pandemia, mas também por forma a garantir a confiança do consumidor na segurança e na disponibilidade dos produtos.

Quanto à transmissão por via alimentar, as autoridades de saúde como a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) e a Organização Mundial de Saúde (WHO) consideram que é altamente improvável que um vírus que causa doença respiratória se possa transmitir através da cadeia alimentar (alimentos e embalagens), sendo que até à data não existe evidência de infeção através do consumo de alimentos (crus ou cozinhados). O COVID-19 não tem capacidade de se multiplicar em alimentos, este vírus necessita de um hospedeiro animal ou humano para se multiplicar (OMS, 2020). A exposição de origem alimentar ao vírus não é considerada como uma via de transmissão (Food & Drug Administration, 2020).

No entanto, algumas entidades nacionais como a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e a Direção Geral de Saúde (DGS), sugerem o reforço das medidas de higiene e limpeza durante a preparação, confeção e consumo de alimentos, uma vez que as boas práticas conduzem à redução do número de vírus e diminuem eficazmente a probabilidade de contaminação.

O setor alimentar é fortemente aconselhado a introduzir o distanciamento físico e medidas rigorosas de higiene e saneamento e promover a lavagem e desinfeção frequentes e eficazes em cada etapa do processamento, fabricação e comercialização dos alimentos.

  • As máscaras têm que ser trocadas quando ficarem húmidas, sujas ou danificadas e após cada utilização;

  • As viseiras devem ser lavadas com água e sabão e completamente secas antes de voltar a usar;

  • As mãos devem ser lavadas com água e sabão durante pelo menos 20 segundos ou usar desinfetantes à base de álcool a 70%;

  • Não esquecer o cumprimento das regras básicas de higiene no decurso da manipulação e preparação de alimentos: não colocar a mão na face e não se assoar ou não provar alimentos;

  • Limpeza frequente de superfícies de trabalho e pontos de toque, como maçanetas;

  • As luvas devem ser trocadas com frequência e as mãos devem ser lavadas entre as trocas de luvas e aquando da sua remoção.

  • As luvas devem ser trocadas após a realização de atividades não relacionadas com alimentos, como abrir/fechar portas e esvaziar lixeiras;

  • Prever postos de trabalho em ambos os lados das linhas de processamento para que os trabalhadores não estejam frente a frente;

  • Criar espaço entre os postos de trabalho, o que pode exigir redução na velocidade de produção das linhas de produção;

  • Limitar o número de funcionários na área de preparação de alimentos;

  • Organizar os trabalhadores em grupos de trabalho ou equipas para promover a redução de interação entre grupos;

  • Evitar contato próximo com qualquer pessoa que apareça com sintomas de doença respiratória, como tosse e espirros;

  • Garantir que os trabalhadores infetados sejam excluídos das instalações alimentares. Os trabalhadores que estão doentes ou têm sintomas de COVID-19, não devem estar no local de trabalho e devem ser informados sobre como entrar em contacto com os profissionais de saúde.

Relembra-se a importância do cumprimento legal de um sistema de segurança em todas as áreas alimentares, para que seja possível uma adequada manipulação de géneros alimentícios.

A SEA Soluções pode ajudar na implementação do Sistema de HACCP na sua empresa.

Elisabete Gonçalves
Engª Segurança no Trabalho e Técnica Higiene Alimentar
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